Didymopanax morototoni (Aubl.) Decne. & Planch.
Morototó, mandioqueiro, pau-mandioca, caixeta, marupá, marupá, marupaúba, pau-caixeta, parapará, mucutuba, sambacuim, mandiocaim, mandiocão [1]
Família: Araliaceae
Grupo ecológico: pioneira, secundária inicial, secundária tardia, ou clímax exigente de luz [2]
Usos: madeira: por ser leve e de propriedades físico-mecânicas favoráveis, a madeira de mandiocão pode ser usada em carpintaria geral, marcenaria, partes internas da construção civil como em forros, lambris, esquadrias e guarnições internas, tábuas para caixotaria leve, embalagens leves, brinquedos, palitos de fósforos, miolo de portas, instrumentos musicais, cabos de vassoura, lápis, mobiliário, molduras, espátulas para sorvetes, urnas funerárias, jangadas e lenhas; laminação, contraplacado, painéis e compensados [2], ornamental: a árvore é extremamente elegante e pode ser empregada no paisagismo, principalmente na arborização de praças e grandes jardins [1], restauração florestal: como planta secundária de rápido crescimento e produtora de frutos avidamente consumidos pela fauna (pássaros e mamíferos, especialmente macacos), é recomendável para adensamento de matas degradadas e recomposição de áreas de preservação permanente [1]
Época de Floração:
9-2 (Rio Grande do Sul); 1-2 (Paraná e Rio de Janeiro); 2-3 (Bahia); 3-4 (Minas Gerais); 3-7 (Goiás); 5-7 (Pernambuco); 5-10 (Pará) [2]
Polinizadores:
abelhas (veja Schefflera morototoni) [3]
Época de Frutificação:
1-2 (Rio Grande do Sul); 3 (DF); 5-9 (Minas Gerais); 6-10 (Paraná e Pernambuco); 8-11 (Mato Grosso e Pará); 10-11 (Bahia e Rio de Janeiro) [2]
Tipo de fruto:
drupa carnosa [2]
Tipo de dispersão:
anemocórica, zoocórica [2]
Dispersores:
aves, morcegos, primatas, vento [2]
Densidade da Madeira:
0,65 g/cm³ [1]
Altura: 30 m [1]
DAP: 90 cm [1]
Sementes:
Os frutos devem ser colhidos diretamente da árvore quando adquirirem coloração roxo-escura e iniciarem a queda espontânea. Podem ser semeados dessa forma como se fossem sementes ou podem ser despolpados para a liberação das mesmas [1]
Tipo de sementes:
recalcitrante [2]
Tratamento para germinação:
Nenhum, mas faltam estudos de escarificação para aumentar a germinação [1], segundo crença popular do Sul do Brasil, as sementes dessa espécie precisam passar pelo estômago do macaco-bugio (Alouatta fusca) para germinarem [2]
Produção de mudas:
Colocar as sementes ou frutos para germinar logo que colhidos em canteiros sombreados contendo substrato organo-argiloso. Cobri-los com uma leve camada de substrato peneirado e irrigar 2 vezes por dia [5], O mandiocão também pode ser propagado por estacas e através de técnicas de regeneração in vitro [2]
Taxa de germinação (%):
20-70 [2]
Tempo de germinação:
60-100 dias [1]
Quantidade de sementes por kg:
7.400 [1]
Ocorrência: (AC, AM, AP, PA, RO, RR, TO), (AL, BA, CE, MA, PB, PE, SE), (DF, GO, MS, MT), (ES, MG, RJ, SP), (PR, SC) [4]
Formação vegetal: Cerrado (lato sensu), Floresta de Terra Firme, Floresta Estacional Perenifólia, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial) [4]
Referências:
[1] LORENZI, H. (2002). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 01, 4a edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.
