Pouteria oppositifolia (Ducke) Baehni

Guajará-bolacha, abiu, abiu-branco, abiu-rosadinho, abiu-ucuubarana, abiurana, goiabão, guajará-amarelo, guajará-vermelho, moebe [1]

Família: Sapotaceae

Grupo ecológico: secundária [1]

Usos: madeira: serve para cabo de ferramentas (machado, enxada, enxadão, foice, pá, picareta, martelo, marreta, formão, serrote, facão, grosa e lima chata), implemento agrícola (cabo de arado e plantadeira manual), cabo de rodo, vassoura e esfregão, cabo para utensílio doméstico (faca, canivete, talheres, cabo de panela e bandeja), cabo de utensílio de horta e jardim (cutelo, ancinho e sacho), carroceria em geral, embalagens (caixotaria em geral), embarcação (convés, defensa, quilha e casco de barco), canoa, escultura, esquadria (janela, porta maciça, caixilho, portal, escada, alisar e rodapé), estrutura de cobertura (viga, caibro e ripa), guarda-sol, palete, objeto pequeno (puxador, brinquedo, cinzeiro, cabide, prendedor de roupa, escova de lavar e tábua de bater carne), piso (tábua corrida e taco) e revestimento em geral (forro, lambril, parede interna e parede externa), torneados, móveis e instrumentos musicais [1], restauração florestal: é considerada uma espécie de grande interesse comercial e uma das espécies prioritárias para restauração florestal de áreas degradadas na Amazônia [1]

Época de Floração:
8-9 [1]

Época de Frutificação:
12-1 [1]

Tipo de fruto:
baga elíptica [1]

Densidade da Madeira:
0,65-0,81 g/cm³ [1]

Altura: 45 m [1]

DAP: 150 cm [1]

Sementes:
Os frutos maduros (amarelados) podem ser coletados nas árvores e no solo, porém deve-se evitar frutos que após a sua queda natural tenham sidos expostos ao sol, para evitar comprometimento da qualidade fisiológica das sementes. Se houver necessidade de transportar os frutos, deve-se evitar temperaturas elevadas e ventos fortes. Se for utilizar transporte aéreo, os frutos devem ser acondicionados em recipientes térmicos tipo isopor [1]

Tipo de sementes:
recalcitrante [1]

Tratamento para germinação:
Nenhum [3]

Produção de mudas:
Em quatro repetições de 30 sementes, foi acompanhada a germinação das sementes durante 100 dias, em ambiente de laboratório sem controle de temperatura e umidade relativa do ar, em substrato constituído de areia e serragem de madeira curtida (1:1), cozido por 2 horas, com irrigação a cada 2 dias. A germinação é lenta e desuniforme, iniciando por volta do 38o dia após a semeadura e encerrando no 68o dia, com maior porcentagem de germinação (22,5%) ocorrendo do 53o ao 56o dia após a semeadura. Incrementos mais acentuados na germinação ocorrem até o 64o dia após a semeadura, quando a porcentagem de sementes germinadas atinge 89%, e encerra no 68o dia com 91,6%, estando as demais sementes mortas [1]

Taxa de germinação (%):
<90 [1]

Tempo de germinação:
38-68 dias [1]

Ocorrência: (AP, PA), (MA) [2]

Formação vegetal: Floresta de Terra Firme [2]

Referências:
[1] CRUZ, E. D. (2021). Germinação de sementes de espécies amazônicas: guajará-bolacha [Pouteria oppositifolia (Ducke) Baehni]. Belém, PA: Embrapa Amazônia Oriental. 6 p. (Embrapa Amazônia Oriental. Comunicado técnico, 321). Disponível em: https://www.eniel.com.br/publicacoes.php. Acesso em: 13.mar.2025

[2] Flora e Funga do Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/#CondicaoTaxonCP. Accesso em: 13.mar.2025

[3] LORENZI, H. (2002). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 01, 4a edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.

mapa de ocorrência