Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand
Almecegueira, breu-branco-verdadeiro (Amazônia), almecegueira-cheirosa, almecegueira-de-cheiro, almecegueira-vermelha, almecegueiro-bravo [1]
Família: Burseraceae
Grupo ecológico: secundária inicial ou clímax exigente de luz [2]
Usos: apícola: planta melífera, com produção de pólen e néctar. Trata-se de uma das principais plantas apícolas do Pantanal da Nhecolândia, em Mato Grosso, predominando no mel colhido de maio a julho [2], madeira: apropriada para construção civil, obras internas, assoalhos, serviços de torno, carpintaria e marcenaria [1], medicinal: as cascas e as folhas são amplamente empregadas na medicina caseira em todo o país, embora sem comprovação científica da eficácia e segurança de suas preparações. Contudo, a literatura etnofarmacológica registra o emprego da casca e das folhas como hemostáticas, cicatrizantes e antiinflamatórias, no tratamento de úlceras gangrenosas e de inflamações em geral. Algumas tribos da Amazônia usam sua resina como descongestionante nasal, nos casos de fortes resfriados. Em uso externo, a goma-resina ou seiva resinosa é usada no tratamento de infecções cutâneas [2], óleos e resinas: todas as espécies do gênero Protium exsudam, por incisão feita no tronco, um óleo-resina de cor branco-esverdeado a amarelo-claro e de aroma agradável, que se solidifica ao contato com o ar e se inflama facilmente. Trata-se da resina de almécega, resina alami ou almíscar, que outrora, nos cultos de adoração, substituía o incenso procedente do Oriente, sendo por isso chamado de “incenso brasileiro” [2], ornamental: proporciona boa sombra e apresenta qualidades ornamentais, podendo ser utilizada na arborização urbana e rural [1], restauração florestal: seus frutos são avidamente procurados por várias espécies de pássaros que comem o arilo adocicado que envolve as sementes. Por essa razão não pode faltar na composição de florestas mistas destinadas ao repovoamento vegetal de áreas degradadas de preservação permanente [1]
Época de Floração:
4-10 (São Paulo); 8-9 (Matos Grosso do Sul, Minas Gerais); 9-11 (Pernambuco) [2]
Polinizadores:
abelhas [3], pequenos insetos [2]
Época de Frutificação:
9-10 (São Paulo); 10-12 (Mato Grosso do Sul, Minas Gerais); 2-4 (Pernambuco) [2]
Tipo de fruto:
cápsula [1]
Tipo de dispersão:
zoocórica [2]
Dispersores:
aves, formigas [2]
Densidade da Madeira:
0,55-0,81 g/cm³ [2]
Altura: 20 m [1]
DAP: 60 cm [1]
Sementes:
Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea, o que é facilmente notado pela exposição da semente envolta pelo arilo de cor branca. Em seguida deixá-los ao sol para completar a abertura e liberação das sementes. Devido à suculência do arilo que envolve as sementes é necessário uma secagem prolongada para poder armazená-las [1]
Tipo de sementes:
recalcitrante [2]
Tratamento para germinação:
Nenhum [1]
Produção de mudas:
Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas, em canteiros ou diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-arenoso. Cobri-las com uma camada de substrato peneirado de 0,5 cm de espessura e irrigar diariamente [1]
Taxa de germinação (%):
40-85 [2]
Tempo de germinação:
15-25 dias [1]
Quantidade de sementes por kg:
11.000 [1]
Ocorrência: (AC, AM, AP, PA, RO, RR, TO), (AL, BA, CE, MA, PE, RN, SE), (DF, GO, MS, MT), (ES, MG, RJ, SP) [4]
Formação vegetal: Campinarana, Floresta Ciliar ou de Galeria, Floresta de Terra Firme, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial), Restinga, Savana Amazônica [4]
Referências:
[1] LORENZI, H. (2002). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 01, 4a edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.
