Bagassa guianensis Aubl.

Tatajuva, tatajuba, amaparana, bagaceira (AM), garrote (RO) [1]

Família: Moraceae

Grupo ecológico: pioneira [2]

Usos: alimentício: os frutos são comestíveis, adstringentes, mas de sabor agradável [2], alimentício: produz material fibroso na casca, que é usado como tecido [2], madeira: indicada para construção civil, como vigas, caibros, ripas, batentes de portas e janelas, rodapés, tábuas e tacos para assoalhos, para usos externos, como postes, mourões, estacas, dormentes, cruzetas, e construção naval. É considerada excelente para canoas escavadas em troncos inteiros. Também adequada para pasta celulósica e lenha [2], restauração florestal: proporciona farta alimentação para a fauna. Em Paragominas, no sul do Pará, essa espécie foi plantada em consórcio com o cultivo de milho e com o capim-marandu (Brachiaria brizatha), sendo que o crescimento em altura e DAP foram favorecidos pelo consórcio [2]

Época de Floração:
4-8 [1], 7-10 (Pará) [2]

Polinizadores:
pequenos insetos (tisanópteros) [2]

Época de Frutificação:
9-2 [1], 11-2 (Pará) [2]

Tipo de fruto:
sincarpo globoso [1]

Tipo de dispersão:
zoocórica [2]

Dispersores:
várias espécies de mamíferos [2]

Densidade da Madeira:
0,70-0,85 g/cm³ [2]

Altura: 50 m [2]

DAP: 200 cm [2]

Sementes:
Recolher os frutos no chão, sob a árvore, logo após a maturação e queda espontânea. Em seguida, deixá-los amontoados em saco plástico até o apodrecimento da polpa para facilitar a remoção das sementes através da lavagem em água corrente dentro de uma peneira fina. Após secagem à sombra por 24 horas, estarão prontas para serem semeadas [1]

Tipo de sementes:
recalcitrante [2]

Tratamento para germinação:
Nenhum [1]

Produção de mudas:
Colocar as sementes para germinação logo que colhidas em canteiros a pleno sol contendo substrato arenoso. Em seguida, cobri-las com uma fina camada do substrato peneirado. Transplantar as mudas para embalagens individuais quando com 5-7 cm. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido no habitat natural [1]

Taxa de germinação (%):
<50 [2]

Tempo de germinação:
poucas semanas dias [2]

Quantidade de sementes por kg:
400.000 [1]

Ocorrência: (AP, PA, RO, RR), (MA), (MS, MT), (MG) [3]

Formação vegetal: Floresta de Terra Firme, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial), Savana Amazônica [3]

Referências:
[1] LORENZI, H. (2002). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 02, 2a edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.

[2] CARVALHO, P. E. R. (2010). Espécies Arbóreas Brasileiras / Paulo Ernani Ramalho Carvalho. Coleção Espécies Arbóreas Brasileiras, vol. 04. Brasília, DF: Embrapa.

[3] Flora e Funga do Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/#CondicaoTaxonCP. Accesso em: 13.mar.2025

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