Tapirira guianensis Aubl.

Aroeirana, apiri, bom-nome, breu-branco, breu-de-tucano, breeiro, breu, cabatã-de-leite, cabatã-de-rego, camboatá, canela-pororoca, caneleira, capiúva, capiúva-vermelha, cedroí, cedro-branco, cedro-novo, cedro-y, copiúba, copiúva, cupiúba, cupiúba-branca, cupiúba-vermelha, cupiúva, cupiúba-branca, cupiúva, cupiúva-vermelha, cupuba, cruta-de-pombo, cruta-de-pomba, cuajuru, cuapiruba, cuaruba, embiratã, embiriba, envira-cana, estraladeira, fruta-de-pombo, fruto-de-pombo, guajuru, guapiruba, jobo, jaguarana, lendroi, louro-cheiroso, mangaba, maria-preta, munguba, muruci, parapará, pau-d`água, pau-pombo, pau-de-pombo, peito-de-pombo, pereiro, pindaíba, piriri, pombeiro, sapucarana, tapira, tapirira, tapirirá, tapiriri, tatatpirica, tapiririca, tatapiririca, tatapiririca-vermelha, urubu [1]

Família: Anacardiaceae

Grupo ecológico: pioneira, secundária inicial, clímax exigente de luz [2]

Usos: apícola: potencial apícola, flores melíferas [2], madeira: brinquedos, caixotaria, embalagens, ferramentas, saltos para calçados, cabos de vassoura, carpintaria, marcenaria, caixões para defuntos e conveses de navio [2,4], medicinal: as folhas são consideradas tóxicas, mesmo assim são empregadas na medicina popular para dermatoses [2], ornamental: proporciona grande sombra e apresenta características ornamentais, podendo ser usada com sucesso no paisagismo rural [4], Também apresenta potencial para arborização urbana [5], restauração florestal: seus frutos são avidamente procurados pela avifauna, principalmente pelo pombo silvestre, razão pela qual não pode faltar na composição dos reflorestamentos heterogêneos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação permanente [4], Alguns primatas (e.g., Callitrhrix jacchus) também utilizam exsudatos dessa espécie em sua dieta, causando cicatrizes nos troncos e galhos [2], Árvore também indicada para restauração de dunas litorâneas e ambientes ripários, pois suporta encharcamentos e inundações [2]

Época de Floração:
7-12 (Minas Gerais, São Paulo); 9-12 (Bahia); 10-11 (Santa Catarina); 10-1 (Pará); 12 (Paraná); 12-2 (Pernambuco) [2]

Polinizadores:
abelhas [3], insetos pequenos (principalmente sirfídeos) [2]

Época de Frutificação:
1-5 (Minas Gerais, Paraná); 12-1 (Santa Catarina); 1-3 (São Paulo); 3-7 (Sergipe); 4-6 (Pernambuco); 5-6 (Pará) [2]

Tipo de fruto:
drupa [2]

Tipo de dispersão:
zoocórica [2]

Dispersores:
aves [4], primatas [2]

Densidade da Madeira:
0,45-0,70 g/cm³ [1]

Altura: 30 m [2]

DAP: 80 cm [2]

Sementes:
Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Em seguida despolpá-los manualmente e lavá-los em água corrente dentro de uma peneira. Quando destinada à semeadura no próprio local, não há necessidade de despolpá-los, semeando-se os próprios frutos como se fossem sementes [4]

Tipo de sementes:
recalcitrante [2]

Tratamento para germinação:
Nenhum [4]

Produção de mudas:
Colocar as sementes ou frutos para germinar, logo que colhidos e sem nenhum tratamento, em canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-argiloso. Cobrir as sementes com uma camada de 0,5 cm de substrato peneirado e irrigar duas vezes por dia. Transplantar as mudas para embalagens individuais quando alcançarem 4-6 cm [4]

Taxa de germinação (%):
> 95 [2]

Tempo de germinação:
10-30 dias [2]

Quantidade de sementes por kg:
20.700 [4]

Ocorrência: (AC, AM, AP, PA, RO, TO), (AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN, SE), (DF, GO, MS, MT), (ES, MG, RJ, SP), (PR, SC) [6]

Formação vegetal: Área Antrópica, Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou de Galeria, Floresta de Terra Firme, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial), Restinga [6]

Referências:
[1] CRUZ, E. D. (2025, continuamente atualizado). Árvores da Amazônia. Disponível em: https://www.eniel.com.br/arvores-da-amazonia/. Acesso em: 13.mar.2025

[2] CARVALHO, P. E. R. (2006). Espécies Arbóreas Brasileiras / Paulo Ernani Ramalho Carvalho. Coleção Espécies Arbóreas Brasileiras, vol. 02. Brasília, DF: Embrapa.

[3] Sistema de informação sobre Interações Abelhas-Plantas no Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: http://abelhaseplantas.cria.org.br/busca_planta. Acesso em: 13.mar.2025

[4] LORENZI, H. (2002). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 01, 4a edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.

[5] Programa Arboretum. Disponível em: https://www.programaarboretum.eco.br/. Acesso em: 26.fev.2025

[6] Flora e Funga do Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/#CondicaoTaxonCP. Accesso em: 13.mar.2025

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