Simarouba amara Aubl.

Marupá, caixeta (ES), marupaúba, arubá, marubá, marupá-verdadeiro, paraíba, simaruba [1]

Família: Simaroubaceae

Grupo ecológico: secundária inicial ou clímax exigente de luz [2]

Usos: madeira: própria para forros, tabuado em geral, contraplacado, compensados, polpa celulósica, brinquedos, movelaria, caixotaria, tamancos, palitos de fósforo, esquadrias e instrumentos musicais [2], medicinal: o marupá já foi uma das plantas mais empregadas na terapêutica brasileira. Até hoje os indígenas das Guianas usam a casca dessa árvore como tratamento eficaz contra a malária e a disenteria. Em diversos países, a infusão da casca amarga dessa espécie tem sido usada como remédio caseiro, mas há informação de que essa infusão torna-se perigosa em doses exageradas, sendo purgativas e vomitativas. Além de suas propriedades tônicas, essa infusão é usada no combate à filariose. O chá da caca da raiz é usado contra fluxos cerosos, disenterias, hemorragias e verminoses [2], ornamental: espécie ornamental e útil no paisagismo [2], restauração florestal: seus frutos são avidamente consumidos por várias espécies de aves. Como planta de rápido crescimento e tolerante à luz direta, é útil para plantios mistos em áreas degradadas de preservação. Também empregada em reflorestamentos homogêneos destinados à exploração de celulose [2]

Época de Floração:
7-8 (Minas Gerais, Bahia), 8-12 (Pará), 10-12 (Pernambuco), 11 (Ceará) [2]

Polinizadores:
moscas da família Syrphidae [2], abelhas [2], coleópteros da família Chrysomelidae [2], mariposas [2], vento [2]

Época de Frutificação:
7-9 (Minas Gerais), 12 (Espírito Santo), 1-3 (Pernambuco), 2-3 (Pará) [2]

Tipo de fruto:
drupa globosa [2]

Tipo de dispersão:
barocórica [2], zoocórica [2]

Dispersores:
gravidade [2], aves [1]

Densidade da Madeira:
0,35-0,55 g/cm³ [2]

Altura: 25 m [2]

DAP: 80 cm [2]

Sementes:
Após a coleta, os frutos devem ser beneficiados imediatamente. Caso isto não seja possível, devem ser deixados na sombra em ambiente natural, protegidos de chuva e sol. Para extração das sementes, os frutos podem ser cortados longitudinalmente com o auxílio de uma faca e as sementes removidas. As sementes devem ser imersas em água até o amolecimento da polpa aderida ao tegumento e posteriormente lavadas em água corrente.

Tipo de sementes:
ortodoxa [2]

Tratamento para germinação:
Nenhum [1]

Produção de mudas:
Colocar as sementes ou os frutos para a germinação, logo que colhidos, em canteiros ou diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-arenoso e mantidos em ambiente semi-sombreado; cobri-las com uma leve camada do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. Transplantar as mudas dos canteiros para embalagens individuais quando com 4-6 cm [1]

Taxa de germinação (%):
moderada [2]

Tempo de germinação:
8-40 dias [2]

Quantidade de sementes por kg:
2.000-4.200 [2]

Ocorrência: (AC, AM, AP, PA, RO, RR, TO), (AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN, SE), (DF, GO, MT), (ES, MG, RJ) [3]

Formação vegetal: Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta de Terra Firme, Floresta Estacional Perenifólia, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial), Restinga [3]

Referências:
[1] LORENZI, H. (2002). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 01, 4a edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.

[2] CARVALHO, P. E. R. (2008). Espécies Arbóreas Brasileiras / Paulo Ernani Ramalho Carvalho. Coleção Espécies Arbóreas Brasileiras, vol. 03. Brasília, DF: Embrapa.

[3] Flora e Funga do Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/#CondicaoTaxonCP. Accesso em: 13.mar.2025

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