Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong

Timburi, timbaúva, tamboril, orelha-de-macaco, orelha-de-negro, tambori, pau-de-sabão, timbaíba, timbaúba, timboúva, timbó, tambaré, timbaúva, ximbó, orelha-de-preto, tamburé, pacará, vinhático-flor-de-algodão [1]

Família: Fabaceae

Grupo ecológico: pioneira, secundária inicial ou secundária com tendência a clímax [2]

Usos: alimentação animal: sua forragem apresenta 24% de proteína bruta e 3% de tanino. Trata-se de uma espécie forrageira de grande valor, mas ainda é pouco utilizada. As folhas e frutos secos apresentam boa palatabilidade, mas sua fava é considerada tóxica ao gado, principalmente quando imatura e se ingerida em grande quantidade, podendo ocasionar a morte [2], apícola: flores melíferas [2], celulose e papel: espécie adequada para este fim [2], madeira: própria para o fabrico de barcos e canoas de tronco inteiro, brinquedos, entalhes e esculturas, gamelas, cochos, urnas funerárias, lápis, palitos de fósforo, ripas, tábuas, compensados, armações de móveis, miolo de portas, venezianas, embalagens, caixotarias leves e carpintaria em geral. As raízes, longas e grossas, servem para fazer jangadas. Produz lenha de má qualidade, mas no Pantanal é usada como carvão. [2,1], enterolobina: as sementes apresentam uma proteína de ação citolítica e inflamatória, a enterolobina. Essa proteína também apresenta toxidez para larvas de Callosobruchus maculatus (Coleóptera) [2], saponina: tem porcentagem elevada de saponina na casca e nos frutos, servindo para produção de sabão caseiro [2], ornamental: usada principalmente em arborização de rodovias, praças, parques e jardins. Seu plantio é contra-indicado próximo a muros e calçadas, pois seu sistema radicial pode causar danos [2], restauração florestal: os frutos são procurados por animais silvestres, como a paca e a cutia, principais dispersores das sementes. Recomenda-se o seu plantio para restauração de mata ciliar em locais sem inundação ou com inundações periódicas de curta duração. Também indicada para recuperação de áreas de fertilidade química baixa [2]

Época de Floração:
6-9 (Goiás), 8-9 (Mato Grosso do Sul e Pernambuco), 9-10 (São Paulo), 9-11 (DF), 10-11 (Bahia e Minas Gerais), 10-12 (Ceará), 10-2 (Rio Grande do Sul), 10-3 (Paraná), 11-2 (Santa Catarina) [2]

Polinizadores:
abelhas [3], diversos insetos pequenos [2]

Época de Frutificação:
5-7 (Minas Gerais), 5-9 (Rio Grande do Sul), 5-10 (São Paulo), 6 (DF), 6-9 (Paraná e Santa Catarina) [2]

Tipo de fruto:
legume bacóide, indeiscente [2]

Tipo de dispersão:
barocórica, zoocórica [2]

Dispersores:
gravidade [2], mamíferos terrestres [2]

Densidade da Madeira:
0,37-0,60 g/cm³ [2]

Altura: 40 m [2]

DAP: 300 cm [2]

Sementes:
Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea, ou recolhê-los no chão após a queda. Em seguida, levá-los ao sol para secar e facilitar a abertura manual e liberação das sementes [1]

Tipo de sementes:
ortodoxa [2]

Tratamento para germinação:
Escarificação [2]

Produção de mudas:
Escarificar as sementes antes da semeadura para aumentar a germinação; em seguida semeá-las em canteiros ou embalagens individuais mantidos em ambiente semi-sombreado e contendo substrato organo-arenoso. Em seguida, cobri-las com uma camada de 0,5 cm do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. O desenvolvimento das plantas no campo é extremamente rápido, podendo alcançar 4 m de altura aos 2 anos [1]

Taxa de germinação (%):
25-90 [2,1]

Tempo de germinação:
10-20 dias [1]

Quantidade de sementes por kg:
3.600 [1]

Ocorrência: (BA, CE, PB, PE, PI, RN), (DF, GO, MS, MT), (ES, MG, RJ, SP), (PR, RS, SC) [4]

Formação vegetal: Caatinga, Cerrado, Floresta Ciliar ou de Galeria, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial) [4]

Referências:
[1] LORENZI, H. (2002). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 01, 4a edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.

[2] CARVALHO, P. E. R. (2002). Espécies Arbóreas Brasileiras / Paulo Ernani Ramalho Carvalho. Coleção Espécies Arbóreas Brasileiras, vol. 01. Brasília, DF: Embrapa.

[3] Sistema de informação sobre Interações Abelhas-Plantas no Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: http://abelhaseplantas.cria.org.br/busca_planta. Acesso em: 13.mar.2025

[4] Flora e Funga do Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/#CondicaoTaxonCP. Accesso em: 13.mar.2025

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