Bertholletia excelsa Bonpl.

Castanha-da-Amazônia, castanha-do-Pará, castanha-do-Brasil, castanha, castanheira, castanheiro, castanha-mansa, castanha-verdadeira, amendoeira-da-américa [1,2]

Família: Lecythidaceae

Grupo ecológico: clímax [1]

Usos: alimentação animal: o bagaço das amêndoas serve como ração para animais [1], alimentício: as castanhas ou sementes são muito apreciadas para consumo, sendo internacionalmente conhecidas como "Brazil nuts", constituindo um dos principais produtos de exportação da Amazônia. Apresentam alto valor nutritivo, sendo consideradas uma das principais fontes de recursos alimentícios dessa região. Por toda a Amazônia, prepara-se também o "leite" das amêndoas para uso culinário. Basta ralar ou triturar as amêndoas no liquidificador, ou pilão, acescentar um pouco de água fervente e depois coar em peneira ou espremer em pano limpo. Esse leite pode ser servido com café ou usado no preparo de mingaus e outros pratos da culinária regional. O óleo extraído das sementes tem composição semelhante ao óleo de oliva e também é muito usado na alimentação [1,2], apícola: apresenta grande potencial melífero, com produção de néctar e pólen [1], artesanato: o fruto da castanheira é usado no artesanato, na confecção de brinquedos e de tigelas [1], madeira: indicada para construção civil interna leve, tábuas para assoalhos e paredes, painéis decorativos, forros, faricação de compensados, embalagens, etc. [2], medicinal: o óleo da castanha age sobre o tegumento cutâneo, formando uma película que impede a evaporação da água através da pele. Seus ácidos graxos insaturados são nutrientes essenciais que tem grande participação nos processos de formação do tecido epitelial. Ajuda na conservação da textura da pele e estimula a sintese de proteínas no organismo. O óleo também estimula a secreção de leite materno e os frutos podem ser usados no tratamento contra hepatite. As castanhas são uma rica fonte de selênio, um antioxidante importante nas reações metabólicas do organismo [1], óleos: obtido da semente e contém cerca de 70% de óleo e 17% de proteína. Muito usado na culinária e na indústria de cosméticos [1], restauração florestal: recomendada para restauração de ambientes fluviais ou ripários (mata ciliar) em solos bem drenados [1]

Época de Floração:
11-2 [2], 9-1 (Rondônia), 10-11 (Bahia), 10-3 (Pará), 10-5 (Roraima) [1]

Polinizadores:
abelhas, besouros [1]

Época de Frutificação:
12-3 [2], 12-5 (Pará) [1]

Tipo de fruto:
cápsula lenhosa (pixídio) [1]

Tipo de dispersão:
zoocórica [1]

Dispersores:
mamíferos, principalmente a cotia (Dasyprocta leporina) [1], jabutis [1]

Densidade da Madeira:
0,70-0,75 g/cm³ [1]

Altura: 50 - 60 m [1]

DAP: 200 - 525 cm [1]

Sementes:
Recolher os ouriços (frutos) no chão após sua queda espontânea. Em seguida retirar as sementes dos frutos através do quebramento do invólucro lenhoso [2]

Tipo de sementes:
recalcitrante [1]

Tratamento para germinação:
Físico e químico, incluindo a retirada da casca e tratamento das amêndoas com acetato fenil mercúrio [1]

Produção de mudas:
As sementes apresentam dormência variável dependendo da origem, necessitando de tratamento antes da semeadura. A dormência geralmente está associada à impermeabilidade do tegumento. Em condições naturais, a emergência pode demorar de 6 a18 meses; com a retirada da casca e tratamento das amêndoas com acetato fenil mercúrio obteve-se mais de 80% de germinação aos 3 meses. Colocar as sementes para germinar, logo que colhidas [2]

Taxa de germinação (%):
>80 [2]

Tempo de germinação:
30-285 dias [1], 90-540 dias [2]

Quantidade de sementes por kg:
70-125 [1,2]

Ocorrência: (AC, AM, AP, PA, RO, RR), (MT) [3]

Formação vegetal: Área Antrópica, Floresta de Terra Firme [3]

Referências:
[1] CARVALHO, P. E. R. (2014). Espécies Arbóreas Brasileiras / Paulo Ernani Ramalho Carvalho. Coleção Espécies Arbóreas Brasileiras, vol. 05. Brasília, DF: Embrapa.

[2] LORENZI, H. (2002). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 01, 4a edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.

[3] Flora e Funga do Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/#CondicaoTaxonCP. Accesso em: 13.mar.2025

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