Hymenaea courbaril L.

Abatí, abatí-timbaí, abatí-copal-do-Brasil, árvore-copal, comer-de-arara, copal, copal-americano, copal-do-Brasil, ibiúva, japuti, jataí, jataizinho, jataí-açu, jataíba, jataí-grande, jataí-peba, jataí-ubá, jataí-uva, jatei, jataíba-peba, jataíba-uva, jatióba, jatobazeiro, jatiúba, jatubá, jatobá, jataí, jatel, jati, jassi, jatobá-da-mata, jatobá-da-vagem-grande, jatobá-de-anta, jatobá-de-porco, jatobá-de-porca, jatobá-mondé, jatobá-roxo, jatobá-trapuca, jatobá-verdadeiro, jataúba, jatel, jassaí, jatúba, jetaí, jetaí-de-Pernambuco, jetaíba, jetaíbo, jetaicí, jetaípeba, jetaicí, jetaiúba, jetuí-peba, jetuí-peba, jutaí-açu, jutahy, jutaí-branco, jutaí-café, jutaí-catinga, jutaí-grande, jutaí-da-várzea, jupatí, jutaí-do-campo, jutaí-do-igapó, jutaí-mirim, jutaí-peba, jutaí-pororoca, jutaí-roxo, jutaí, jupatí, óleo-de-jataí, óleo-jutaí, óleo-jutahy, jutei, quebra-machado, trabuca, trapuca [1]

Família: Fabaceae

Grupo ecológico: clímax [1]

Usos: alimentício: a polpa dos frutos pode ser consumida naturalmente na forma de farinha ou gemada e utilizada para problemas pulmonares. Também pode ser misturada com água e açúcar para produzir bebidas alcoólicas [4], madeira: utilizada em construções em geral, na fabricação de barcos, móveis, molduras, arcos de instrumentos musicais, laminados decorativos, cabos de escovas e ferramentas, bengalas, cepos de bigorna, escoras de minas, dormentes, estacas, esteios, lambris, postes, moirões, vigas, tonéis, carrocerias, rodas e eixos, implementos para caminhões e engenhos de açúcar. Também é usada como lenha, para macetas e tacos de assoalho. A casca da árvore é utilizada por alguns povos indígenas para a confecção de canoas [1,4], medicinal: o extrato fluído da casca é bom sedativo arterial; a resina em pó é utilizada contra hemoptise; seiva é utilizada no tratamento de cistite crônica, dor de micção, retenção de urina, prostatite blenorrágica e bronquite crônica. A resina é usada como tônica, estimulando a digestão. O chá da casca com ovos serve para fraqueza pulmonar e a resina em pó é utilizada contra tosse e laringite [1], outros usos: a folha possui terpenoide que é utilizado para matar fungos e repelir saúvas e lagartas [4], resinas: a seiva, conhecida como jutaicica, retirada da árvore ao ser cortada, pode ser utilizada como combustível, verniz e impermeabilizador de canoa [4], restauração florestal: o jatobá é uma espécie que apresenta vários usos. Pode ser utilizada para regeneração de ambientes naturais ou na recomposição de reservas florestais, como fonte alternativa para a manutenção da fauna silvestre [4]

Época de Floração:
9-10 (Pará), 11-12 (Amazonas) [1]

Polinizadores:
abelhas [2]

Época de Frutificação:
3-7 (Pará), 7-3 (Amazonas) [1]

Tipo de fruto:
legume indeiscente [3]

Densidade da Madeira:
0,78-1,22 g/cm³ [1]

Altura: 50 m [1]

DAP: 200 cm [1]

Sementes:
A coleta dos frutos deve ser realizada preferencialmente no solo, visto que os frutos nas árvores podem apresentar a coloração marrom-escuro (coloração por ocasião da dispersão), entretanto as sementes podem ainda não ter atingido a maturidade fisiológica. O transporte é realizado em sacos de ráfia para evitar excesso de umidade, aquecimento e proliferação de microorganismos. A extração das sementes é manual, consistindo na quebra do fruto com martelo ou com um bastão de madeira. Para a retirada do endocarpo farináceo (polpa), as sementes devem ser deixadas na água por um período de 30 minutos a uma hora e posteriormente maceradas em uma peneira com tela de arame até a remoção da maioria do endocarpo. Se for necessária a remoção de todo o endocarpo, deve-se utilizar uma faca, entretanto, recomenda-se ter cuidado para não danificar o tegumento da semente. Após o beneficiamento, as sementes devem ser secadas à somra, quando deverão atingir um teor de água de aproximadamente 11%. Sementes com perfurações causadas por pragas, mal formadas ou chochas (vazias) devem ser descartadas [4]

Tipo de sementes:
ortodoxa [4]

Tratamento para germinação:
Escarificação [4]

Produção de mudas:
Sementes de jatobá apresentam impermeabilidade do tegumento à entrada de água, fenômeno conhecido como dormência e muito comum nas leguminosas, que provoca uma germinação lenta e desuniforme. Em sementes não submetidas à escarificação, a germinação inicia aos 29 dias após a semeadura, porém, para atingir 89,5%, são necessários 679 dias, ficando evidente a necessidade de escarificação das sementes para se obter uma germinação rápida e uniforme. Vários tratamentos são recomendados para acelerar e uniformizar a germinação das sementes em espécies que apresentam impermeabilidade do tegumento à água, como escarificação em superfície abrasiva (lixa ou esmeril), remoção de pequena parte do tegumento, imersão em ácido sulfúrico, imersão em água aquecida, entre outros. Na natureza, as sementes ao serem ingeridas por animais têm essa dormência superada. Em sementes escarificadas, a germinação inicia de 10 a 20 dias após a semeadura e finaliza por volta dos 40 dias. A escarificação em ácido sulfúrico por 35 minutos é um tratamento eficiente, pois propicia uma germinação de 98% das sementes. Após a escarificação, as sementes devem ser lavadas em água corrente por 10 minutos para remover o ácido que permanece no seu tegumento. Entretanto, o manuseio desse produto deve ser realizado por pessoa qualificada juntamente com o uso de equipamento de proteção individual (EPI). O uso da escarificação em superfície abrasiva (lixa ou esmeril) também pode ser considerado um método eficiente para promover a germinação de sementes de jatobá, pois possibilita uma germinação que varia de 60% a 91%. Entretanto, deve-se evitar que a escarificação atinja a região do hilo, onde sairá a raíz primária, e também uma escarificação intensa do tegumento para não atingir os cotilédones, evitando assim a contaminação por microrganismos [4]

Taxa de germinação (%):
7-98 (sem e com escarificação, respectivamente) [4]

Tempo de germinação:
29-679 (sem escarificação), 10-40 (com escarificação) dias [4]

Quantidade de sementes por kg:
350 [4]

Ocorrência: (AC, AM, AP, PA, RO, RR, TO), (AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN, SE), (DF, GO, MS, MT), (ES, MG, RJ, SP), (PR) [5]

Formação vegetal: Área Antrópica, Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou de Galeria, Floresta de Terra Firme, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial), Restinga [5]

Referências:
[1] CRUZ, E. D. (2025, continuamente atualizado). Árvores da Amazônia. Disponível em: https://www.eniel.com.br/arvores-da-amazonia/. Acesso em: 13.mar.2025

[2] Sistema de informação sobre Interações Abelhas-Plantas no Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: http://abelhaseplantas.cria.org.br/busca_planta. Acesso em: 13.mar.2025

[3] LORENZI, H. (2002). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 01, 4a edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.

[4] CRUZ, E. D.; PEREIRA, A. G. (2015). Germinação de sementes de espécies amazônicas: jatobá (Hymenaea courbaril L.). Belém, PA: Embrapa Amazônia Oriental. 5 p. (Embrapa Amazônia Oriental. Comunicado técnico, 263). Disponível em: https://www.eniel.com.br/publicacoes.php. Acesso em: 13.mar.2025

[5] Flora e Funga do Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/#CondicaoTaxonCP. Accesso em: 13.mar.2025

mapa de ocorrência