Virola bicuhyba (Schott ex Spreng.) Warb.
Árvore-de-sebo, avinhoz, baraúga, bicuba, bicuíba, bicuíba-açu, bicuíba-branca, bicuíba-macho, bicuíba-mirim, bicuíba-redonda, bicuíba-verdadeira, bicuíba-vermelha, bicuíba-vermelha-da-folha-miúda, bicuíva, bicuva, bocuba, bocuíba, bocuva, bocuvaçu, bucuíba, bucuva, bucuva-branca, bucuva-vermelha, bucuvuçu, candeia-de-caboclo, moscadeira-do-Brasil, piquibuçu, ucuuba-branca, ucuuba-preta, ucuuba-vermelha, urucuba, urucuíba, vicuíva, virola [1]
Família: Myristicaceae
Grupo ecológico: secundaria tardia [1]
Usos: alimentação animal: a forragem da bicuíba apresenta 12% de proteína bruta e 6% a 10% de tanino, sendo imprópria como forrageira [1], madeira: indicada para a fabricação de contraplacados, compensados, miolos de portas e acabamento interno, como molduras, guarnições, rodapés, forros e sarrafos. Serve para todas as construções interiores, como partes de mobílias que não sejam decorativas, gavetas, molduras, tabuado, caxilhos, etc. Também produz lenha de boa qualidade e polpa celulósica para papel [1], medicinal: muito usada na medicina popular. A seiva resinosa, que flui da casca quando ferida, conhecida por "sangue de bicuíba", é usada como homeostática por sua adstringência, sendo utilizada topicamente contra hemorróidas, hemorragias e cólicas. A casca é empregada no combate à diarréias e hemopstises. O óleo ou sebo, que se extrai das amêndoas, é usado contra dores reumáticas, asma, tumores nas articulações e vermes intestinais, flatulência, acessos asmáticos, doenças de pele, nevralgias e erisipelas. Esse óleo é indicado como anti-hemorroidário. As populações rurais mascam as sementes para fazer desaparecer a halitose (mau hálito). Tem ainda substâncias curativas contra bronquites, pneumatoses do aparelho digestivo, enteralgias de diversas origens e alguns casos de miosites reumatóides [1], óleos e resinas: apresenta madeira resinosa e suas sementes são muito ricas em óleo, com até 70%, sucedâneo da manteiga de cacau. As sementes podem ser usadas como velas, que ardem com chama luminosa [1], ornamental: espécie recomendada para arborização e utilizada em praças e parques [1], restauração florestal: como suas sementes e folhas servem de alimento para animais silvestres, essa espécie é recomendada para reflorestamentos ambientais. Nos sistemas agroflorestais, é recomendada para arborização de culturas perenes e de pastagem [1]
Época de Floração:
9-10 (Minas Gerais), 9-3 (Santa Catarina), 10-3 (Rio de Janeiro), 12-1 (São Paulo), 1-4 (Paraná, Rio Grande do Sul) [1]
Polinizadores:
abelhas [1], diversos insetos pequenos [1]
Época de Frutificação:
8-9 (Minas Gerais), 8-12 (Paraná), 10-12 (Rio Grande do Sul), 10-3 (Santa Catarina), 10-2 Rio de Janeiro), 2-3 (São Paulo) [1]
Tipo de fruto:
folículo, com arilo vermelho envolvendo a semente [1]
Tipo de dispersão:
zoocórica [1]
Dispersores:
aves [1], pequenos mamíferos [1]
Densidade da Madeira:
0,48-0,77 g/cm³ [1]
Altura: 35 m [1]
DAP: 105 cm [1]
Sementes:
Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea. As sementes devem ficar de molho na água, para se retirar o arilo. Depois disso, devem ser postas para secagem [1]
Tipo de sementes:
recalcitrante [1]
Tratamento para germinação:
Nenhum [1]
Produção de mudas:
Recomenda-se semear sem sacos de polietileno com dimensões mínimas de 20 cm de altura e 7 cm de diâmetro, ou em tubetes de polipropileno grande. Recomenda-se sombreamento leve na dase de viveiro. Quando necessária, a repicagem deve ser feita 3 a 5 semanas após a germinação. As mudas atingem porte adequado para plantio, cerca de 4 meses após a semeadura [1]
Taxa de germinação (%):
60 [1]
Tempo de germinação:
10-40 dias [1]
Quantidade de sementes por kg:
230-447 [1]
Ocorrência: (BA), (ES, MG, RJ, SP), (PR, RS, SC) [2]
Formação vegetal: Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial) [2]
Referências:
[1] CARVALHO, P. E. R. (2008). Espécies Arbóreas Brasileiras / Paulo Ernani Ramalho Carvalho. Coleção Espécies Arbóreas Brasileiras, vol. 03. Brasília, DF: Embrapa.
