Vatairea guianensis Aubl.

Amargoso, andira-da-várzea, angelim-do-igapó, bau-bau, bau-bauzinho, bico-de-arara, fava, fava-amargosa, fava-bolacha, fava-bolacha-da-terra-firme, fava-de-bolacha, fava-de-impingem, faveira-bolacha-do-igapó, faveira-do-igapó, fava-mutum, faveira, faveira-amargosa, faveira-amarela, faveira-bolachuda, faveira-de-impigem, faveira-grande, faveira-grande-do-igapó, faveiro, lombrigueira, lombrigueiro e sucupira-amarela [1]

Família: Fabaceae

Grupo ecológico: clímax [1]

Usos: alimentação animal: as flores servem para alimentação de tracajá [1], madeira: pode ser utilizada em marcenaria, carpintaria, construção civil, caixas, estruturas, divisórias, paredes, esquadrias, assoalho, dormentes, revestimentos, postes, móveis, lambris e laminados [1], medicinal: o fruto é usado contra problemas dérmicos como coceira, pano-branco, sarna e lesões na pele. As sementes maceradas e as cascas do tronco e das raízes também são utilizadas no tratamento de micoses de pele. Estudos têm sido realizados para se conhecer o potencial medicinal dessa espécie. Em ensaios de laboratório, extratos da folha apresentaram atividade antifúngica contra os fungos Candida albicans, Candida dubliniensis e Candida krusei, causadores de infecções em humanos; extratos das folhas e das cascas apresentam, in vitro, atividade citotóxica contra células tumorais humanas; extratos das sementes favorecem a cicatrização de ferimentos cutâneos, reduzindo o processo inflamatório [1]

Época de Floração:
11-4 [1]

Época de Frutificação:
2-5 [1]

Tipo de fruto:
legume [1]

Tipo de dispersão:
hidrocórica [1]

Dispersores:
água [1]

Densidade da Madeira:
0,60-0,80 g/cm³ [1]

Altura: 25 m [1]

DAP: 100 cm [1]

Sementes:
Os frutos geralmente são coletados sobre o solo ou na água, após a queda natural. Entretanto, deve-se evitar os frutos expostos ao sol, pois pode haver comprometimento na germinação das sementes. Para a obtenção de um número maior de sementes, os galhos das árvores podem ser balançados levemente e os frutos que estiverem maduros irão cair e podem ser coletados também. O transporte dos frutos e sementes deve ser realizado em sacos de ráfia, mas alguns cuidados devem ser tomados para não afetar a qualidade fisiológica das sementes. Se o transporte for de barco ou terrestre, deve-se evitar temperaturas elevadas, insolação ou ventos fortes, podendo ser acondicionados em recipientes térmicos como caixa de isopor. Após o transporte, os frutos devem ser beneficiados e as sementes retiradas com o auxílio de uma faca [1]

Tipo de sementes:
recalcitrante [1]

Tratamento para germinação:
Nenhum [1]

Produção de mudas:
A germinação é epígea (Figura 5), iniciando por volta do 18o dia após a semeadura, com incrementos mais acentuados até o 36o dia, quando apresenta 63% de germinação, e finalizando no 66o dia, quando a porcentagem de sementes germinadas alcança 81%, estando mortas as demais sementes. Outros autores relatam a germinação variando de 71 a 100% [1]

Taxa de germinação (%):
63-81 [1]

Tempo de germinação:
18-66 dias [1]

Ocorrência: (AM, AP, PA, RO), (MT) [2]

Formação vegetal: Floresta de Várzea

Referências:
[1] CRUZ, E. D.; SANTOS JÚNIOR, H. B. (2021). Germinação de sementes de espécies amazônicas: fava-de-impingem (Vatairea guianensis Aubl.). Belém, PA: Embrapa Amazônia Oriental. 7 p. (Embrapa Amazônia Oriental. Comunicado técnico, 328). Disponível em: https://www.eniel.com.br/publicacoes.php. Acesso em: 13.mar.2025

[2] Flora e Funga do Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/#CondicaoTaxonCP. Accesso em: 13.mar.2025

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