Lecythis pisonis Cambess.

Sapucaia, castanha-sapucaia, sapucaia-vermelha, cumbuca-de-macaco, marmita-de-macaco, caçamba-do-mato [1]

Família: Lecythidaceae

Grupo ecológico: secundária inicial [2]

Usos: alimentação animal: as folhas dessa espécie são forrageiras. Suas sementes também são muito apreciadas pela fauna, especialmente macacos e morcegos [2], alimentação humana: as castanhas (sementes) são comestíveis e muito saborosas, sendo colhidas e vendidas em mercados locais e tidas como afrodisíacas. São tão deliciosas e nutritivas como as da castanha-do-Brasil (Bertholletia excelsa), mas não alcançam a importância econômica desta porque são muito procuradas pelos animais e são díficeis de colher [2], artesanato: na zona rural, o fruto lenhoso é utilizado como vaso decorativo e como recipiente para se guardar compotas [2], madeira: apropriada para obras externas, como postes, dormentes, moirões, estacas, esteios, mastros, pontes, para construção civil, como vigas, caibros, ripas, tacos e tábuas para assoalhos, batentes de portas e janelas, para confecção de peças torneadas ou peças flexíveis, carrocerias, cabos de ferramentas, implementos agrícolas e arcos de instrumentos musicais. Também usada na construção naval, carpintaria, marcenaria, estacas de fundação e em obras internas [2,1], medicinal: a casca e o óleo da sapucaia apresentam propriedades medicinais contra a diabetes e são considerados diuréticos. A casca é aproveitada, também, no combate à tosse; ornamental: a sapucaia é uma árvore de extraordinária beleza, principalmente pela tonalidade de suas folhas, que apresentam coloração rósea quando jovens. Por seu grande porte, é mais aconselhável em parques e grandes jardins. Na Amazônia é frequentemente plantada próxima a residências, para facilitar a colheita e consumo de suas sementes [2], restauração florestal: no sul da Bahia, entre dez espécies testadas, foi a que apresentou a menor taxa de decomposição de folhedo. As sementes servem de alimento para vários tipos de animais, especialmente os macacos [2]

Época de Floração:
1-6 (Pará), 7-11 (Espírito Santo), 7-1 (Tocantins), 8-1 (Bahia, Minas Gerais, Pernambuco), 9 (Amazonas), 10-12 (Rio de Janeiro, São Paulo), 11-12 (Maranhão) [2]

Polinizadores:
abelhas [2]

Época de Frutificação:
12-4 (Pernambuco, São Paulo), 3-4 (Minas Gerais), 3-5 (Bahia), 7-9 (Espírito Santo), 8 (Rio de Janeiro) [2]

Tipo de fruto:
cápsula lenhosa (pixídio) [3]

Tipo de dispersão:
zoocórica [2]

Dispersores:
primatas, morcegos [2]

Densidade da Madeira:
0,85-1 g/cm³ [2]

Altura: 50 m [2]

DAP: 150 cm [2]

Sementes:
Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea, ou recolher as sementes no chão após sua queda. No primeiro caso levar os frutos ao sol para a completa abertura e liberação das sementes [1]

Tipo de sementes:
ortodoxa [2]

Tratamento para germinação:
Nenhum [1]

Produção de mudas:
Colocar as sementes para germinação, tão logo sejam colhidas e sem nenhum tratamento, diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso e mantidas em ambiente sombreado. Cobrir as sementes com uma camada de 1 cm do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia [1]

Taxa de germinação (%):
55 [2]

Tempo de germinação:
40-70 dias [1]

Quantidade de sementes por kg:
122-280 [2]

Ocorrência: (AC, AM, PA, RO), (BA, MA, PB, PE, PI, RN), (ES, MG, RJ, SP) [3]

Formação vegetal: Área Antrópica, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial) [3]

Referências:
[1] LORENZI, H. (2002). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 01, 4a edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.

[2] CARVALHO, P. E. R. (2006). Espécies Arbóreas Brasileiras / Paulo Ernani Ramalho Carvalho. Coleção Espécies Arbóreas Brasileiras, vol. 02. Brasília, DF: Embrapa.

[3] Flora e Funga do Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/#CondicaoTaxonCP. Accesso em: 13.mar.2025

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