Carapa guianensis Aubl.
Andiroba, andiroba-saruba, iandirova, iandiroba, carapá, carapa, nandiroba [1]
Família: Meliaceae
Grupo ecológico: clímax exigente de luz ou tolerante à sombra [2]
Usos: apícola: a andiroba tem potencial melífero, com produção de néctar e pólen [2], madeira: muito utilizada na construção de mastros, falcames e bancos de navios, para a construção civil, carpintaria, marcenaria, mobiliário e para a confecção de portas e caixotaria [1], medicinal: na medicina popular, aproveitam-se as folhas para chás e o óleo das sementes para uso interno, com várias indicações (febrífugo, anti-helmíntico, cicatrizante e anti-inflamatório). Além disso, usa-se externamente, como analgésico e anti-inflamatório (contusões, reumatismos, afecções de garganta, amigdalite, parotidite ou "papeira" e contra picada de insetos). A casca, muito amarga, atua ajudando na eliminação de vermes intestinais e no controle da temperatura corporal. óleos: as sementes encerram 70% de um óleo amarelado que, quando em repouso, se solidifica, formando uma gordura pastosa e esbranquiçada. Esse óleo é usado como matéria-prima na fabricação de sabões sódicos e sabonetes para higiene corporal. Serve também como combustível de lamparinas e candeias, na iluminação das residências no interior, principalmente onde ainda não há energia elétrica. Misturado ao urucum (Bixa orellana), os indígenas da Amazônia usam o óleo de andiroba como repelente de insetos (carapanã, pium, etc.) e como unguento no combate aos parasitas dos pés (frieira, bicho-de-pé ou tunga). Sabe-se também que esse óleo é usado como protetor solar e para evitar o branqueamento dos cabelos. Trata-se de um produto muito usado em cosméticos [2], ornamental: a árvore apresenta boas características ornamentais, podendo ser usada no paisagismo de parques e grandes jardins. É usada na arborização de Manaus e em quadras residenciais de Brasília [2], restauração florestal: indicada para plantios em áreas degradadas de várzeas úmidas, na região norte do Brasil [2]
Época de Floração:
12-3 (Amazonas), 1-4 (Pará), 10-8 (Roraima) [2]
Polinizadores:
abelhas [2], diversos insetos pequenos [2]
Época de Frutificação:
2-8 (Pará), 6-7 (Amazonas), 4-7 (Roraima) [2]
Tipo de fruto:
cápsula loculicida [2]
Tipo de dispersão:
autocórica [2], hidrocórica [2], zoocórica [2]
Dispersores:
gravidade [2], água [2], animais roedores, especialmente pacas e cutias [2]
Densidade da Madeira:
0,55-0,75 g/cm³ [2]
Altura: 30 m [1]
DAP: 110 cm [1]
Sementes:
Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura e queda espontâneas ou, recolher as sementes do chão logo após a queda. No primeiro caso, deixar os frutos ao sol para que completem a abertura e liberação das sementes [1]
Tipo de sementes:
recalcitrante [2]
Tratamento para germinação:
Nenhum [1]
Produção de mudas:
Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, diretamente em recipientes individuais contendo substrato rico em material orgânico, e mantidos em ambiente semi-sombreado. Cobrir as sementes com uma camada de 1 cm de substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. O desenvolvimento das mudas é moderado, ficando prontas para o plantio no local definitivo em 6-7 meses. O desenvolvimento é rápido [1]
Taxa de germinação (%):
80-90 [2]
Tempo de germinação:
11-90 dias [2]
Quantidade de sementes por kg:
43-60 [2]
Ocorrência: (AC, AM, AP, PA, RR), (MA) [3]
Formação vegetal: Floresta de Terra Firme, Floresta de Várzea [3]
Referências:
[1] LORENZI, H. (2002). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 01, 4a edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.
