Pseudopiptadenia suaveolens (Miq.) J.W.Grimes

Timborana, angico, angico-vermelho, espinheiro- -preto, fava-folha-fina, fava-folha-miúda, fava-timborana, faveira-folha-fina, faveira- -timborana, folha-fina, paricá-branco, paricachí, paricá-grande-da-terra-firme, timbaúba, timbaúva e timbó-da-mata [1]

Família: Fabaceae

Grupo ecológico: secundária tardia [1]

Usos: madeira: empregada na construção civil e naval, carrocerias de caminhão, laminados decorativos, torneados, instrumentos musicais, armações de móveis, compensado, torneados, peças recurvadas e tábuas para assoalho, cabos de ferramentas (machado, enxada, enxadão, foice, pá, picareta, martelo, marreta, formão, serrote, facão, grosa e lima chata) e implemento agrícola (suporte e cabo para arado e plantadeira manual), cabo para rodo, vassoura e esfregão, cabo para utensílio doméstico (faca, canivete, talheres, cabo de panela e bandeja), embalagens pesadas, embarcação (convés, defensa, quilha e casco de barco), escultura, esquadria (janela, porta maciça, caixilho, portal, escada, alisar e rodapé), estrutura de cobertura (viga, caibro e ripa) e mecanismo de pino, pálete, pequeno objeto (puxador, brinquedo, cinzeiro, cabide, prendedor de roupa, escova de lavar), viga, tabuleiro, estrado de ponte, sauna, telha de madeira e tonel [1], medicinal: No Suriname, a casca é usada contra epilepsia, e avaliações em laboratório do extrato da casca reportam atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus [1], restauração florestal: avaliando o desempenho da espécie em clareira na região de Paragominas, PA, obteve-se 100% de sobrevivência após 11 meses de plantio, indicando que a mesma se adapta bem em condições de elevada luminosidade. Quando utilizada em sistema silvicultural da região do Tapajós, após 37 anos de plantio, a sobrevivência foi de 83%, DAP de 20,5 cm e altura de 21,5 m [1]

Época de Floração:
9 (Amazonas) [1]

Época de Frutificação:
2-3 (Amazonas) [1]

Tipo de fruto:
legume achatado, deiscente [1]

Tipo de dispersão:
anemocórica [1]

Dispersores:
vento [1]

Densidade da Madeira:
0,60-0,90 g/cm³ [1]

Altura: 50 m [1]

DAP: 60 cm [1]

Sementes:
A coleta das sementes deve ser efetuada quando os frutos estiverem verde-amarelados ou marrom-claros, pois, quando atingem essa fase, elas geralmente estão maduras e irão secar naturalmente. Quando os frutos atingem a coloração marrom-escura, geralmente se abrem e dispersam as sementes, porém, muitas vezes os mesmos permanecem nas plantas dando a impressão de estarem com as sementes nos seus interiores. Antes de escalar a árvore para coletar os frutos, é importante verificar, com auxílio de um binóculo, se ainda estão fechados e, consequentemente, com as sementes. Frutos que estiverem no solo também podem ser coletados, assim como as sementes. Alguns dias após a dispersão é possível observar sementes germinadas no solo sob a copa das árvores. O transporte dos frutos e sementes deve ser realizado em sacos de ráfia, entretanto alguns cuidados devem ser tomados para não afetar a qualidade fisiológica das sementes, principalmente porque essas geralmente estão com teor de água elevado. Se o transporte for de barco ou terrestre, recomenda-se evitar temperaturas elevadas, insolação ou ventos fortes e, se for aéreo, o material deve ser acondicionado em recipientes térmicos como caixa de isopor. Após a coleta, os frutos devem ser deixados na sombra, em ambiente natural (sem controle de temperatura e umidade relativa do ar) para secarem, abrirem e as sementes serem removidas [1]

Tipo de sementes:
ortodoxa [1]

Tratamento para germinação:
Nenhum [1]

Produção de mudas:
As sementes não apresentam dormência e a germinação é do tipo epígea. Em substrato constituído de areia e serragem (1:1), previamente cozido por duas horas, mantido em ambiente sem controle da temperatura e da umidade relativa do ar, irrigados a cada 2 dias, a germinação (aparecimento da parte aérea) inicia no 6o dia após a semeadura, com maior porcentagem diária de germinação (33,5%) ocorrendo no 9o dia. Incrementos mais significativos na germinação são observados até 9o dia após a semeadura com 93% das sementes germinadas, encerrando no 10o dia com 94,5% [1]

Taxa de germinação (%):
30-95 [1]

Tempo de germinação:
6-10 dias [1]

Quantidade de sementes por kg:
16.800 [1]

Ocorrência: (AC, AM, PA) [2]

Formação vegetal: Floresta de Terra Firme [2]

Referências:
[1] CRUZ, E. D. (2021). Germinação de sementes de espécies amazônicas: timborana [Pseudopiptadenia suaveolens (Miq.) J.W.Grimes]. Belém, PA: Embrapa Amazônia Oriental. 7 p. (Embrapa Amazônia Oriental. Comunicado técnico, 327). Disponível em: https://www.eniel.com.br/publicacoes.php. Acesso em: 13.mar.2025

[2] Flora e Funga do Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/#CondicaoTaxonCP. Accesso em: 13.mar.2025

mapa de ocorrência