Cecropia pachystachya Trécul

Embaúva, embaúba, embaúba-branca, embauveira, imbaúba, umbaúba, umbaubeira, umbaúba-do-brejo, ambaíba, árvore-da-preguiça, preguiceira [1,2]

Família: Urticaceae

Grupo ecológico: pioneira [1]

Usos: alimentação animal: a forragem da embaúba possui 11% a 16,4% de proteína bruta, com elevado teor de cálcio (1,33%) e magnésio (0,38%), médio de fósforo (0,22%), cobre (10 ppm) e zinco (19 ppm) [1], alimentação humana: os frutos da embaúba são pequenos e se encontram reunidos sobre receptáculos digitados cilíndricos. Por serem comestíveis, são vendidos na região do Chaco, na Argentina [1], apícola: as flores da embaúba são melíferas, produzindo pólen [1], madeira: adequada para papel e celulos, recomendada para carvoaria, fabricação de pólvora e comustível. Sua madeira leve também pode ser empregada para confecção de brinquedos, caixotaria, saltos para calçados, palitos de fósforo, lápis e compensados. É ainda misturada para a fabricação de blocos de cimento [1], medicinal: as folhas e a casca possuem propriedades expectorantes e antiasmáticas. São atribuídas, também, propriedades antiblenorrágicas. Remédio para coração (folhas), bronquite (flores) e tosse (broto). Indígenas do Paraná e Santa Catarina usam as flores e as folhas novas da embaúba no tratamento da surdez temporária (causada por gripe ou cerume), dor de ouvido, tosse comprida, purificador do sangue e rins. O suco obtido da raiz é um poderoso diurético e cura úlceras cancerosas e blenorragia [1], ornamental: a árvore apresenta qualidades ornamentais, principalmente por sua forma característica, podendo ser empregada com sucesso no paisagismo [1], restauração florestal: espécie importante na ocupação de clareiras e na recuperação da floresta. Indicada para restauração de ambientes ripários ou áreas de preservação permanente com solo inundável. Trata-se de uma espécie muito importante para a fauna. O bicho-preguiça alimenta-se de seus brotos, folhas e infrutescências. Seus frutos, produzidos anualmente em grande quantidade, são avidamente procurados por muitas espécies de aves e outros animais, como morcegos e macacos. Seus troncos são ocos e servem de abrigo para formigas [1]

Época de Floração:
7-4 (Paraná), 8-9 (DF), 9-10 (Rio Grande do Sul, São Paulo), 12-2 (Minas Gerais), 2 (Mato Grosso do Sul) [1]

Polinizadores:
abelhas [1]

Época de Frutificação:
3-4 (Paraná), 5-6 (Minas Gerais, São Paulo), 5-7 (Rio Grande do Sul) [1]

Tipo de fruto:
drupas concrescidas numa infrutescência espiciforme [1]

Tipo de dispersão:
zoocórica [1]

Dispersores:
aves, macacos, morcegos [1]

Densidade da Madeira:
0,25-0,41 g/cm³ [1]

Altura: 25 m [1]

DAP: 45 cm [1]

Sementes:
Colher os frutos diretamente da árvore quando estiverem maduros, o que é facilmente notado pela presença de frutos consumidos por pássaros. Em seguida deixá-los em repouso por alguns dias para iniciar a decomposição e facilitar a maceração em água. As sementes são separadas filtrando-se a suspensão de frutos e deixando-se o filtrado secar ao sol [2]

Tipo de sementes:
ortodoxa [1]

Tratamento para germinação:
Nenhum [2]

Produção de mudas:
Colocar as sementes para germinar logo que colhidas em canteiros à pleno sol contendo substrato argiloso. As mudas ficam prontas para plantio no local definitivo em cerca de 3 meses [2]

Taxa de germinação (%):
baixa [1]

Tempo de germinação:
25-40 dias [1]

Quantidade de sementes por kg:
700.000-800.000 [1]

Ocorrência: (AM, PA, RO, TO), (AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN, SE), (DF, GO, MS, MT), (ES, MG, RJ, SP), (PR, RS, SC) [3]

Formação vegetal: Área Antrópica, Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista, Restinga [3]

Referências:
[1] CARVALHO, P. E. R. (2006). Espécies Arbóreas Brasileiras / Paulo Ernani Ramalho Carvalho. Coleção Espécies Arbóreas Brasileiras, vol. 02. Brasília, DF: Embrapa.

[2] LORENZI, H. (2002). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 01, 4a edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.

[3] Flora e Funga do Brasil (2025, continuamente atualizado). Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/consulta/#CondicaoTaxonCP. Accesso em: 13.mar.2025

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